hoje acordei e pensei que poderia fazer algo por melhorar o mundo. comecei por me melhorar a mim, pelo menos de a nível de aparência.
ía almoçar com uma amiga de longa data e ela disse que tinha uma "coisa para mim!" (adoro surpresas). fiquei animada e tudo.
recebi sms de bons dias de amigas e amigos e tomei o pequeno almoço no café. actualizei as noticias como gosto (por alto) e já quase me ia atrasando para o almoço, na caminhada, encontrando esta e aquela pessoas que sempre têm coisas para dizer e perguntar quando reparo numa nódoa na camisola girissima que tinha escolhido propositadamente para o dia de hoje! um dia especial porque algo de diferente estaria para acontecer.
é preciso ter azar! mas hoje não têm havido contrariedades. a nódoa deixou de ter expressividade. a amiga tem uma boutique e ofereceu-me uma lindissima t-shirt. so far so good.
mas falta a parte em que algo terei que fazer para mudar o mundo... tirei estes momentos de interregno porque precisava saber se já consigo escrever algo.
continua dificil.
as mortes com que o ano me presenteou foram cruéis. e logo eu que sempre achei ser tão pragmática em encarar a morte. aliás, até sou. mas isso é a morte de pessoas. não a morte de... não estas mortes... ok, não é disto que quero falar. não hoje!!!
agora não quero falar de mais nada. já não sei o que queria dizer. vou... lá fora mudar algo no mundo.
talvez carregar no botão para fazer o semáforo passar para vermelho. tudo, só para eu me pavonear a passar na passadeira em frente a todos os carros que OBRIGUEI a parar só por minha causa!!!! (risos)
ahahahah ainda sou capaz de fazer parar o trânsito, se não for a bem, pelo menos terá que ser a mal!!!!!
ando assim desde que o meu médico, depois de ver as minhas análises, me disse que eu estou toda boa e me recomendou muita farra! pedi-lhe que me apresentasse uns amigos dele para sair... mas ele diz que preza muito os amigos e não os quer ver na ala de psiquiatria... (não percebi rsrsrsrsr)
;)
lendo... retratos de vidas a sépia (códigos secretos)

à medida que se vai acompanhando um "crescer" de alguém, vamos crescendo também... é bonito notar esses amadurecimentos em conjunto.
o objecto que observa e o objecto observado.
alguém parece estar mais apaixonado.... :-) ou menos desapaixonado. é bonito ver como se vai conseguindo reagir de diferentes maneiras à dor. particularmente, à dor da perda, que é essa que leio mais... e a que também consigo sentir mais.
a sua escrita parece mais viva, mais "escorrida", mais fluida... já não tão hermética (o). apesar de parecer ainda um bocadinho .... diria ... cauteloso :)
salut à cautela.
B.
o objecto que observa e o objecto observado.
alguém parece estar mais apaixonado.... :-) ou menos desapaixonado. é bonito ver como se vai conseguindo reagir de diferentes maneiras à dor. particularmente, à dor da perda, que é essa que leio mais... e a que também consigo sentir mais.
a sua escrita parece mais viva, mais "escorrida", mais fluida... já não tão hermética (o). apesar de parecer ainda um bocadinho .... diria ... cauteloso :)
salut à cautela.
B.
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paula rego - o encaixe (1989)
Á MINHA ASSOMBRAÇÃO VIRTUAL
PODE DEIXAR-ME RESPIRAR, SER IGNÓBIL?
E DEIXE O MEU EMAIL EM PAZ TAMBÉM
JÁ FEZ OS ESTRAGOS QUE QUERIA. É TEMPO DE ME LARGAR.
ESSE EMAIL VAI SERVIR APENAS PARA ESTE BLOG.
NÃO VALE MAIS A PENA INSISTIR. CRIEI OUTRO.
SEJA IMENSAMENTE FELIZ
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vagos sentires
pegando nas palavras de alguém que respeito e admiro....
cansam-me as pessoas que se cansam da minha escrita.
encerra um "tanto". e não é o que se diz ou escreve, mas o que se quer dizer, o que se quer transmitir....
a mim também (e anote-se o uso duma tão simples palavra que não diz nada mas encerra muito, senão tudo ... "também"...) ... dizia eu, a mim também me cansam as pessoas que desistem de mim com a facilidade com que me respondem "tens-nos a nós" no momento em que me movimento para subir para dentro do veiculo que transporta o meu pai à sua última morada e digo, constatando um facto consumado "já não tenho nem mãe nem pai..."
cansam-me essas pessoas que nunca tive nem nunca terei ao meu lado. nem em presença nem em palavras nem em gestos ... muito menos em espírito... e são tão lugar comum.
essas pessoas nunca me leram sequer... nunca sequer se cansarão de ser como são...
cansam-me as pessoas que se cansam da minha escrita.
encerra um "tanto". e não é o que se diz ou escreve, mas o que se quer dizer, o que se quer transmitir....
a mim também (e anote-se o uso duma tão simples palavra que não diz nada mas encerra muito, senão tudo ... "também"...) ... dizia eu, a mim também me cansam as pessoas que desistem de mim com a facilidade com que me respondem "tens-nos a nós" no momento em que me movimento para subir para dentro do veiculo que transporta o meu pai à sua última morada e digo, constatando um facto consumado "já não tenho nem mãe nem pai..."
cansam-me essas pessoas que nunca tive nem nunca terei ao meu lado. nem em presença nem em palavras nem em gestos ... muito menos em espírito... e são tão lugar comum.
essas pessoas nunca me leram sequer... nunca sequer se cansarão de ser como são...
desconexões
fustigam-me ondas de sons, movimentos, imagens de gentes e coisas paradas em sombras escuras que ora se adensam ora se esfumam no oblivio da inexistência desejada dum mundo que não se quer.
cá dentro rugem mares de brisas, odores de flores antigas, sonhos de criança que cabem apenas dentro das conchas daqueles que sabem escutar os silêncios... acordei nostálgica. :)
onde andam as tuas praias? que mares escutam a tua alma? ando curiosa...
(ainda bem que não sou gata, dizem que a curiosidade tem o condão de matar esses bichos) beijos
bom dia. estou admirado contigo pois não conhecia essa tua veia poética. beijos
:) bom dia. tu não me conheces... bem, conheces mesmo muito pouco. beijos com sabores a especiarias e odores mágicos e mornos que inebriam os sentidos *
cá dentro rugem mares de brisas, odores de flores antigas, sonhos de criança que cabem apenas dentro das conchas daqueles que sabem escutar os silêncios... acordei nostálgica. :)
onde andam as tuas praias? que mares escutam a tua alma? ando curiosa...
(ainda bem que não sou gata, dizem que a curiosidade tem o condão de matar esses bichos) beijos
bom dia. estou admirado contigo pois não conhecia essa tua veia poética. beijos
:) bom dia. tu não me conheces... bem, conheces mesmo muito pouco. beijos com sabores a especiarias e odores mágicos e mornos que inebriam os sentidos *
memoirs
mensagens dos tempos do limbo.
memórias esporadicamente abertas, como quem desfolha um livro desinteressadamente e, por acaso, prende a atenção a uma frase que parece fazer sentido a um momento de ócio já tão batido pela erosão rouca que a saudade teima em esbater, fustigando em coração já cansado mas que, teimosamente, bate no compasso ritmado que prende a vida a um fio.
contra essa vontade sôfrega de ceder ao vórtice do nada, do zero, do nulo, do oco.
prefiro o absurdo, onde tudo pode ser nada e onde o pouco pode transbordar os ponteiros que guiam os tempos, baralhando e voltando a dar.
ás de espadas!
rei de copas!
o trunfo é deixar para um final, no fundo do copo quase vazio a revelação, o destino
[ela, feliz, dá um passo em frente, cega pela paixão que a fé lhe grita e paira com a limpidez da alma dos inocentes. quem me dera...]
memórias esporadicamente abertas, como quem desfolha um livro desinteressadamente e, por acaso, prende a atenção a uma frase que parece fazer sentido a um momento de ócio já tão batido pela erosão rouca que a saudade teima em esbater, fustigando em coração já cansado mas que, teimosamente, bate no compasso ritmado que prende a vida a um fio.
contra essa vontade sôfrega de ceder ao vórtice do nada, do zero, do nulo, do oco.
prefiro o absurdo, onde tudo pode ser nada e onde o pouco pode transbordar os ponteiros que guiam os tempos, baralhando e voltando a dar.
ás de espadas!
rei de copas!
o trunfo é deixar para um final, no fundo do copo quase vazio a revelação, o destino
[ela, feliz, dá um passo em frente, cega pela paixão que a fé lhe grita e paira com a limpidez da alma dos inocentes. quem me dera...]
15 de julho de 2009

15 de julho de 2009 - 09h30 a.m.
"É meu dever informá-la que minha mulher e sua amiga, Matilde, deciciu ter uma vida curta. Faleceu ontem às 10h30. Era seu desejo que a informasse e lhe transmitisse (....) e lamenta (....)"
A autora está de luto pela vida que em tão pouco tempo lhe tem sido arrancada, em pedaços, durante tempos que não são mesuráveis.
sentires
sinto-me oca de tanto calar as coisas que têm crescido dentro de mim, sem eu querer.
não quero crescer assim, com coisas a mais, das quais não me posso exorcizar, rasgar, romper, gritar até não ter mais voz, fazê-las diluir em líquidos especiais só para isso. interná-las, pô-las a soro!!!!
sinto-me oca como uma vagem enterrada no solo, cheia de nadas, coisas que não vêem luz, que nunca vão germinar, mas que são o meu carrego e parecem ramificar, criar raízes. não as quero. a quem as dou?
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katie melua - It's all in my head
brumas
deixei-me ficar deitada, a olhar fixamente os meus pensamentos, como se fossem sombras chinesas a tentar esconder-se por detrás de cortinas de fumo.
decidi lavar memórias recentes em lágrimas não contidas porque sim, porque é melhor a distracção nos diluvios e nas sensações do mundo vivo, o sentir do toque de sangue que derrama a dor do coração quando mais se podia fazer, quando as sombras nos fazem teatros que nos chamam para dentro das cortinas, para ver o que lá fazem, para ver as mãos que as manipulam...
quando sabemos que essas mãos são "deles", daqueles que nos deixam sós depois da alegria dos momentos belos e felizes em partilha. daqueles que nos dizem que não é hipocrisia um dia darem-nos o sol e no outro deixarem-nos fechados num quarto escuro sem portas nem janelas, sem ar... daqueles que nos manipulam porque gostam e continuam a fazê-lo em teatros dentro das brumas. hoje, ontem e amanhã.
que se esvaia tudo em diluvios de lágrimas que são tudo o que se pode sentir como um calor doce que nos acaricia a pele, verdadeiro, sincero, mágico.
porque depois, depois... serena-se... fica-se a olhar as brumas das memórias num sentir mais longe, mais poeira, mais por detrás da cortina mas já sem vontade de lá espreitar, de mexer....
que escorram mares de alivio...
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l'ammant -Jean Jacque Annaud
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